a guerra atrás das câmeras

Na eterna batalha para conquistar corações e mentes, o Pentágono utilizou analistas militares de redes de TV – CNN, FOX News, ABC e NBC – como ponta de lança para moldar a opinião pública americana. Segundo uma matéria que saiu na edição dominical do New York Times, os comentaristas teriam sido diretamente instruídos pela Casa Branca a passar informações favoráveis sobre assuntos como guerra no Iraque, a oposição de generais às decisões de Donald Rumsfeld e Guantánamo.
O jornal resume: “(…) again and again, records show, the administration has enlisted analysts as a rapid reaction force to rebut what it viewed as critical news coverage, some of it by the networks’ own Pentagon correspondents. For example, when news articles revealed that troops in Iraq were dying because of inadequate body armor, a senior Pentagon official wrote to his colleagues: “I think our analysts — properly armed — can push back in that arena (…)”.
A promiscuidade entre jornalismo e governo da história já é por si só chocante. Mas, para piorar, boa parte desses analistas militares mantêm vínculo formal a empresas de segurança que atuam no Iraque. No site do NYT, dá para ver documentos e um slideshow sobre a investigação, feita pelo jornalista David Barstow.
Abril 23, 2008 em 9:51 pm
Televisão e manipulação, tudo a ver!
Abril 25, 2008 em 4:10 pm
O ultimo bastião da liberdade de imprensa e da independência crítica, o titã New York Times, contra todo o resto da imprensa vendida norte-americana. Além de vendida, essa imprensa “molda” opiniões conforme o quer.
Parece um tanto conspiratória essa matéria…
Abril 25, 2008 em 7:58 pm
A matéria não diz isso. As TV´s - não se fala de outros segmentos - supostamente não sabiam dos briefings que esses analistas militares recebiam. E, o jornalista diz isso, alguns desses experts se recusaram a apoiar de maneira irrestrita o Pentágono. Acho que a matéria passa longe de uma teoria da conspiração ou de uma leitura simplista.
Saudações.
Abril 26, 2008 em 7:01 pm
É, a matéria é de fato excelente (apesar de muito longa).
Coisa do New York Times, «o ultimo bastião da liberdade de imprensa e da independência crítica» norte-americana.
O jornalista, porém, apenas insinua que as TVs nao sabiam das ligaçoes promíscuas de seus comentadores. Seria interessante se ele começasse sua próxima reportagem a partir daí, para ver se a conspiraçao pode ou nao virar teoria.