Em pleno Dia do Mujahedin – o aniversário da vitória dos islamistas afegãos sobre a URSS – decidem metralhar o Primeiro Ministro do país, Hamid Karzai. Não foi a primeira vez (na verdade foi a quarta em menos de 6 anos), mas atacar durante a parada militar símbolo do “novo Afeganistão”, com a presença de líderes tribais e autoridades estrangeiras, tem um significado especial que dispensa comentários. O Talebã assumiu a autoria do ataque, que deixou 11 feridos e mais de 3 mortos.
Sobre o assunto, vale ler a análise do Economist – estaria o conflito no Afeganistão se aproximando do modelo iraquiano?
É, a coisa tá preta.
Semana passada, em Montréal, um grupo de estudantes se manifestou nas ruas contra a presença de publicidade do exército nos campi universitários.
Todos os tais cartazes publicitários chamam os jovens a se alistar para a guerra e contêm, de uma forma ou de outra, o slogan do «junte-se a nós por um mundo mais seguro».
É a primeira vez que esse tipo de passeata tem lugar por aqui. Parece que, finalmente, a opiniao pública começa a se perguntar (coisa que nós, do Brasil, com a tranqüilidade própria ao espectador, já fazemos desde o início) «mas seguro para quem?». Antes tarde do que nunca. Se as mudanças no discurso midiático sobre a guerra forem mais do que «bla,bla,bla» o apoio à guerra parece diminuir. E sem apoio interno, dificil manter uma guerra.
O mundo está em ruínas!