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Índia, China, Rússia e o Brasil dominarão o mundo lá pelos anos 2020. Serão os novos “reinos combatentes” da ordem internacional. Com a situação, provavelmente haverá uma nova guerra mundial – a quarta, já que a terceira (entre EUA e URSS) foi abortada em 1989. Ficção científica de segunda? História em quadrinhos nerd? Não. Quem diz isso é Jean-François Susbielle, francês especialista em geopolítica, em seu mais recente livro. E (talvez o mais grave) diz para o Figaro, o segundo jornal da França. Ele afirma ainda que já morou no Brasil e conhece bem a coisa por aqui: seremos uma potência desigual, anestesiada pelo samba e pelo futebol, sem ímpeto revolucionário. Mas potência.
Embora exagerada, há um certo valor na analise desse sujeito. E é por essas e outras que não podemos abrir mão de ter forças armadas profissionais, bem equipadas e treinadas.
Concordo, faz algum sentido.
Mas gostaria de saber qual é, segundo Susbielle, o critério para definir o que é uma «potência» e o que é uma «nao-potência». É PIB, é força militar, é cadeira na ONU ou o quê? Porque 2020 está aí…Talvez para ele sejamos já uma potência e ninguém percebeu.Eu acho que ser uma potência e manter a desigualdade aguda que é a nossa sao contraditórios. Mas posso estar enganado.
Analise um pouco exagerada. Não vejo nenhuma perspectiva de guerra mundial. Os chineses são pragmaticos demais, e não entrariam em nenhum conflito desnecessario – exceto com Taiwan, talvez. Os indianos são discretos e não-alinhados desde a independência. O Brasil não ameaça ninguém. O unico BRIC barulhento é a Russia, mas que sabe se calar quando a coisa fica séria.
Acho que o BRIC pode se tornar o G-8 do futuro, isso sim. Não uma aliança politica ou militar, mas um forum semi-formal de dialogo entre as principais potências. Russia e India são amigas, mas ambas possuem pepinos reais ou potenciais com a China (despovoamento da Sibéria, controle da Cachemira, influência sobre a Asia Central e a ASEAN, oleodutos, etc). O unico BRIC que se da bem com os outros três é o Brasil.
(parêntese: o Brasil é abençoado não por Deus, e sim pela geografia. Acho espantoso que os brasileiros não percebam a enorme sorte que é morar em um pais livre de catastrofes naturais e, muito mais importante, de vizinhos hostis. A América do Sul é um vacuo de poder desde que massacramos as tropas do Solano Lopez junto com os pobres civis do Paraguai. Junte a isso os recursos naturais abundantes, a demografia em bom ritmo, a calma social e você vai ver quem é o mais estavel dos BRIC.)
No geral, acho que um mundo multipolar vai ser uma coisa boa, pois a dissuasão mutua impedira que as grandes potências façam grandes bobagens, ie, algo como a guerra do Iraque vai ser mais improvavel. O problema vai ser o momento em que existir um décalage entre o poder econômico-demografico das “novas potências” (imitando a frase do Rumsfeld) e o politico-militar das “velhas potências”. Ai vai ficar complicado. O Brasil vai poder servir de ponto de apoio, de mediador, desde que seja levado mais a sério no plano estratégico e militar.
Ou seja, concordo com o que disse o Vitor: o Brasil precisa investir nas forças armadas e reforçar o seu papel em ações como a MINUSTAH. Se não começarmos agora, vamos perder o bonde da historia…
O brasil è a potencia do futuro, eu acho que antes de 2020 ”reinara” no mundo.Eu acho que o pib do brasil em 2050 sera de 12 trilhoes, pois crescera em media 5% ao ano,muito mais que as projeçoes.
Acho que o Brasil é uma criança gigante, anda meio torta, não aguenta seu peso e apesar do tamanho gigantesco tem um cérebro de nada(assim está nossa administração). Com certeza teriamos tudo para ser um pais de primeiro mundo em dois mil e…., só que não há estrutura, tem mais dinheiro desviado do que outra coisa.
A inflação está ai (de novo), e sabe qual é a estratágeia dos americanos para acabar com ela? Confiscar o dinheiro do povo (de novo). Assim quem está rico fica mais rico ainda.
O presidente Lula diz que o país está crecendo, as pessoas estão comendo mais (por isso a alta dos alimentos)…quem disse isso pra ele? Hoje um quilo de feijão custa R$6,00 (realmente dá pra comer pra caramba)
A índia, a China sim tem condições de se desenvolverbem mais…(para um país que cresce 12% ao ano não será tão difícil) só é preciso se preocupar com condições ambientais também.