
Hoje no NYT, um ótimo artigo de Nicholas Kristoff sobre os refugiados do conflito no Iraque. Reproduzimos aqui alguns trechos:
“Some two million Iraqis have fled their homeland and are now sheltering in run-down neighborhoods in surrounding countries. These are the new Palestinians, the 21st-century Arab diaspora that threatens the region’s stability.
Many youngsters are getting no education, and some girls are pushed into prostitution, particularly in Damascus. Impoverished, angry, disenfranchised, unwanted, these Iraqis are a combustible new Middle Eastern element that no one wants to address or even think about.”
Mais à frente, a culpa:
“We broke Iraq, and we have a moral responsibility to those whose lives have been shattered by our actions. Helping them is also in our national interest, for we’ll regret our myopia if we allow young Iraqi refugees to grow up uneducated and unemployable, festering in their societies.”
Muito bom mesmo o artigo do NYT. Só duvido que o governo dos EUA vá se mobilizar para atender de alguma forma os refugiados iraquianos. Se nem para o país eles conseguem uma solução, imagine então para os refugiados desse país.
Agora, por que a Jordânia tem sido ao longo dos anos um “Resort” para os refugiados árabes desde a eclosão da Palestina?
A Jordânia está longe de ser um “Resort” para os palestinos desde 48. No país aconteceu o mais bárbaro massacre contra os palestinos, o chamado “setembro negro”, nome que depois batizou a principal organização terrorista palestina nos anos 70.
A menção a “Resort” foi uma ironia. O fato é assim como os palestinos, iraquianos também estão se refugiando nesse país. Qual poderiam ser os motivos?
Sobre o massacre da Jordânia, acho que o massacre0 não foi só privilégio dos palestinos da Jordânia; os palestinos do sul do Líbano e de Beirute nunca tiveram uma vida muito estável, vide o massacre dos campos de Sabra e Chatila.
Por essa razão o comentario do Blog e o artigo do NYT são muito esclarecedores ao apontar os refugiados como uma enorme fonte de tensão para o mundo árabe.
Os Iraquianos não tem como ser os palestinos do século XXI pelo simples fato de que, a cada dia, a situação palestina se deteriora, assim como a dos Iraquianos. Não existe subistituição dos “atores”: apenas a soma, cada vez maior, de um contingente infinito de homens, mulheres e crianças. A situação dos refugiados em conflitos internos e internacionais está, com certeza, entra as maiores catástrofes da história recente, e também, da passada.
Sem palavras. Apenas silêncio e tristeza.
Thiago