Duas matérias publicadas na última semana merecem atenção. Primeiro, na revista do NY Times de domingo, o especialista em Direito Internacional do Council on Foreign Relations (CFR) Noah Feldman analisa o modo como a Suprema Corte americana faz, de fato, política externa. Feldman traça um raio-X de discussões importantes do maior tribunal americano – da aplicação da Convenção de Genebra a terroristas, até acordos comerciais tipo Nafta – para tentar entender como os togados determinam a conduta de Washington no mundo. Talvez o mais interessante do texto, a análise explicita o abismo ideológico entre (neo-)conservadores e liberais em relação ao papel da Constituição dos EUA na Ordem Internacional. A versão do artigo na internet está na íntegra, com dez páginas.
No Guardian, o jornalista Jonathan Steele parece ter conseguido um dos furos do ano. Falta ver se é mesmo verdade. Segundo uma fonte da alta diplomacia européia de Steele, Israel teria diretamente pedido permissão a Bush para bombardear o Irã quando o presidente americano participava das comemorações dos 60 anos do Estado judeu. A resposta do presidente: nop. Bush teria julgado o ataque prejudicial aos esforços dos EUA no Oriente Médio e ameaçador às suas tropas na região.
A matéria rendeu um burburinho considerável. Um porta-voz israelense de pronto negou a acusação e, em tempos de internet, Steele retrucou o político no próprio texto da reportagem, atualizado no site do Guardian. Um editorial do jornal e um artigo opinativo de Steele também deram conta do assunto.

Robi,
Nada a favor dos economistas de plantão, mas cadê as entrelinhas da crise econômica? A maior crise dos últimos tempos, liberais (da economia) intervindo nos mercados, etc. O povo pede um post!