O verniz de consenso em Honduras já foi arranhado. Os dois lados agora se mordem sobre a interpretação do texto que assinaram na quinta-feira, sob a benevolente presença do diplomata americano Thomas Shannon. Zelaya começou a dizer que a crise segue se o Congresso não o restituir à presidência. Ele justifica que o acordo prevê a volta “às condições políticas de antes de 28 de junho”, quando o então presidente foi desperto com tiros em sua porta e, empijamado, voou para a Costa Rica. Micheletti afirma que respeitará a decisão do Congresso – qualquer que ela seja – e garante que o imbróglio estará encerrado com a palavra final do Legislativo.
Amanhã os deputados voltam ao Congresso e, espera-se, começam a discutir a restituição. Enquanto isso, a Frente Nacional de Resistência decidiu fazer mais um protesto na frente do Parlamento hondurenho. Estive lá e foi bem divertido – seguem as fotos…

chapelões para todos os gostos e (à dir.) a cornetinha maldita que ficam apitando

no meio do povo, vendia-se Yuca con charrón, um (sinistro) torresmo com repolho

policiais fizeram um cordão de isolamento diante do Congresso